sexta-feira, 18 de novembro de 2011

 
Quando a solidão batia em sua porta, era inevitável. Já estava cansada de buscar aquilo que não tinha, e sabia perfeitamente que não ia conseguir tão cedo... Começou a odiar as “expectativas”, ela se achava ridícula em certas situações, chegava a ser desconfortável ter que demonstrar sempre  uma felicidade que não existia. Já estava conformada que levaria esse estigma de infelicidade em seu coração por muito tempo... Antes, achava curioso alguém ser conformado com as próprias desgraças, não se sentia confortável com esse tipo de posicionamento, preferia uma pequena dose de otimismo em sua vida, não resolvia tudo, mas evitaria algo bem pior. Ela acabou, percebendo que a infelicidade era aquilo que a acompanhava, precisava encarar essa realidade, viver ao lado de mentiras já não ajudava tanto assim, demonstrar uma aparente felicidade incomodava e exigia sempre esforços fora de seu limite. Ser aquilo que é não era difícil, mas doloroso, até porque nenhum ser humano busca o sofrimento... Buscamos sempre a felicidade plena, mesmo não sabendo o que felicidade, prefiro então dizer que buscamos sempre o melhor, o que nos deixa mais confortáveis.

A vida sua madrasta cruel, sempre estava ali para aplicar o castigo... Não adiantava o quanto essa moça se revoltava, mais ela sofria. E aquela história de “espera que seu dia chega” não fazia mais nem sentido, não suportava ouvir tal frase. E nessa espera... Ela esperou muito e hoje não espera mais, ela subiu (desceu) o degrau do conformismo, e estava ali vivendo sem muitos dramas e lágrimas. O rancor e a infelicidade, esses fiéis amigos, sempre estavam ao seu lado. Não buscou conselhos, auto-ajuda, nem mudança... O cansaço tinha tomado conta de seu corpo e sua mente, não tinha mais espaço para busca, muito menos para otimismo. Se esse for o seu destino, cumpra-se! Não ia mais amaldiçoar a vida, esse ódio tinha se tornado fútil e inútil, nesse jogo injusto, a vida tinha vencido. Carregou o seu diploma de fracasso, escolheu um bom local para pendurar sua “conquista”, sentou em sua velha poltrona, acendeu um cigarro, fechou os olhos e abriu para esse novo momento, “Essa é a minha realidade, irei levar esse estigma de infelicidade”.E assim ela ficou...por um longo tempo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

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Há dias em que dou por mim a desejar estar no corpo de outra pessoa que não eu. Sentir e desejar outras coisas que não as que sinto ou desejo. Esquecer outras que não me é possível esquecer.
E é nesses dias que saio de mim e entro naquela que crio só para mim, por escassos momentos. Onde repouso e com a qual aprendo a agir diferente quando isso se impõe. Aprendo a escolher outros caminhos que não aqueles que escolheria se estivesse apenas confinada ao meu eu habitual.
Mesmo não deixando de ser sempre eu, apenas me vejo através de uma janela como se de outra pessoa se tratasse e da qual eu exigisse mudança. Mudança no ser, pensar e agir.
É quando regresso a mim, novamente, que reconheço o quanto esses momentos de conhecimento me são úteis. Para decidir, para fazer ou para simplesmente pensar. Usar essa aprendizagem no sentido dos passos que tenho de dar para alcançar o que quero.
Se é fácil? Não, não é.
Se o consigo sempre? Não.
Mas faz-me ver que nem sempre sigo pelo caminho certo. Depois a opção entre persistir nesse caminho ou parar de tentar fica somente ao meu critério. Algumas vezes aprendo que o melhor é parar de persistir no que é demasiado difícil. Nem sempre a água mole fura a pedra. Há tantos caminhos para seguir sem que tentemos sozinhos pular aquele obstáculo intransponível, distante e irredutível.
Nós somos os caminhos que seguimos.

sábado, 8 de outubro de 2011


Acho a maior graça.
Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere…
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de ideias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais… os médicos deveriam proibir – como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011


Faça suas preces te levantar
Saiba que o universo agora te ouve falar
Deixa que a verdade aparecerá
Mesmo que as pessoas prefiram não acreditar...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

sunrise.


"Eu me preocupava bastante com o que queria ser quando crescesse, quanto ganharia ou se me tornaria alguém importante. Às vezes, as coisas que você mais quer, não acontecem. E às vezes, as coisas que jamais esperaria, acontecem.
Você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te tocam, e então encontra uma pessoa, e sua vida muda. Pra sempre." 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

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 Pulsa, Pulsa. (lentamente)

Fim da linha.
Quero me libertar, mas não consigo...
Queria ter, mas parece impossivél...


Pulsa..........

quinta-feira, 5 de maio de 2011



Gostaria de poder aproveitar mais minha vida. Poder acordar as 9hrs e poder abrir a janela para ver o mar enquanto tomo meu café e fumo um cigarro. Esse seria o momento de poder agradecer nas minhas conquistas... Gostaria de ter todas as pessoas que eu amo perto, como amigos e familiares. Gostaria que meu pai fosse eterno. Gostaria de ir no show do Down 1 vez por semana. Gostaria de não ter medo de ter filhos. Gostaria que a maldade, o egoísmo e o orgulho não existisse. Gostaria de que não existissem as pessoas que querem me deixar para baixo. Também gostaria de ter certeza das coisas.
Dizem que eu vou me tornar uma pessoa fria agora, com as consequencias de tudo. Mas eu sei que não. Eu me importo com tudo, com meu futuro, com minha felicidade. Eu tenho apenas uma vida e, já aconteceu muitas (mesmo) merdas nela. Eu acredito que eu não mereça passar por essas coisas, de novo. Mas , a vida é feita de altos e baixos. O que for pra ser, será. Só espero poder dizer no meu ultimo suspiro: ''Obrigada pela vida perfeita que eu tive''.